Conto-te um segredo — e prometes não
prometer não contar a ninguém. Não é necessária a prisão do silêncio
das bocas. Penso em ti quando mergulho na ausência, no encontro frontal com a dureza do
nada absoluto — e quando penso noutras coisas é em
ti que penso pensando nelas. Outro segredo: quando te deixar serei eu o
abandonado. No segredo de te chamar sem voz saberás da despedida que nunca se fez.
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