A partir de uma pintura de Pedro, Pedro produziu um texto. Num ambicioso jogo de "atira e foge", Pedro imaginou a cores o que Pedro veio a ver a preto e branco. Levantam-se questões acerca de como o diálogo surge de um vazio que apenas o é na sua aparência. Comunicam-se universais particularmente contraditórios. Mostra-se como a visão aérea de um ser alado pode ser desconstruída num voo a pique até ao abismo dos nossos eus.
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Pintura de Pedro G:
Texto de Pedro C:
Reconhecido à distancia pela adrenalina que
nos injecta, é o risco que, de certo modo, nos impele. Eis que algo de concreto
na realidade surge e aflige.
Esquecidos de que na liberdade de certas
coisas reverbera a prisão de incertas outras, não se nos dá em lembrar que o
fim de tudo é também o início do resto.
O futuro é fruto da morte sequencial dos
instantes – mas teimamos na perpétua busca do derradeiro escape, insistindo em
não o acolher como ponto final.

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